O DJ, deejay, ou disc-jóquei como era chamado há alguns anos atrás surgiu na metade dos anos quarenta. Os profissionais de rádio, os sonoplastas foram seus percussores numa época onde as festas eram grandes bailes com grandes orquestras.

Em 1947 o sonoplasta inglês Ron Giggins montou uma "van" com equipamento de som embutido. Naquele tempo, aparelhos de TV, rádio e vitrolas ainda não eram muito comuns e chamavam muita atenção. Ele estacionava em frente à sua loja de discos e tocava as novidades da época para atrair o público. Um dia umas garotas pediram que ele levasse o equipamento para uma festa dos prisioneiros de guerra italianos. Após mais algumas festas, resolveu montar uma caixa que acomodasse o equipamento, para facilitar seu transporte e montagem.

O console tinha design "Art-Deco", característico da época, e umas luzinhas na frente que piscava sincronizadamente. Acrescentou também, mais um toca-discos (prato) para que a pista não parasse enquanto ele trocava de música (não existia mixer). Nasceu então a DIGGOLA no início de 1949.

Ela logo começou a ser produzida em série e outros profissionais começaram a operá-la. A profissão de DJ móvel (mobile DJ) espalhou-se rapidamente. O gosto musical dos jovens estava mudando (rock'n'roll) e não demorou muito para que as Big Bands percebessem que estava definitivamente perdendo o espaço no mercado de festas.

Com o crescimento na industria fonográfica e a evolução da tecnologia a profissão de DJ foi ganhando importância até conquistar definitivamente o seu glamour na era DISCO (70'). Tornou-se um profissional respeitado pelo "music business" em geral.

Hoje existem lojas, revistas e empresas especializadas que trabalham apenas com esse segmento. O DJ desenvolveu uma moda e hábitos próprios. Para achá-lo, é só procurar a cabine de som, posicionada estrategicamente nas casas nocturnas. Ele comanda centenas de pessoas e mantém a pista cheia. É sua obrigação manter-se bem informado sobre o que está acontecendo na música no mundo inteiro e mostra-lo ao público.